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No próximo dia 1º de janeiro de 2010, ano de eleição presidencial, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ganha de presente um filme todo especial narrando sua trajetória até chegar ao poder. Com direção de Fábio Barreto [Donas de Casas Desesperadas], o longa vai dar margem a emoção e torna-se, antes da estreia, motivo de questionamentos, por ser lançado em ano eleitoral, que terá a durona Dilma Roussef na disputa.

Confira o trailer do filme


O suspense Intrigas de Estado [State of Play] beira ao cenário político e chama para um tema bastante conhecido das capas de jornais: escândalos amorosos e suicidas. Mas o ponto central do roteiro trata mesmo do ofício jornalístico e convida para uma discussão que não vai parar tão cedo.

O longa traz os protagonistas Cal McAffrey [Russell Crowe] de “Rede de Mentiras” e Stephen Collins [Ben Affleck] de “Ele não está tão a fim de você”. O primeiro é jornalista do diário prestes a falir: Washington Globe; já Collins é o congressista acusado pela imprensa da misteriosa morte de Sonia Baker, com quem mantém relacionamento amoroso. Ela é funcionária de uma corporação particular que sustenta laços com o governo investigada pelo congressista.

McAffrey, um dos jornalistas mais experientes do Washington Globe é designado por sua pragmática editora, Cameron Lynne, interpretada por Helen Mirren, de “A Rainha”, para cobrir o caso que agenda toda a imprensa. O problema é que ele é o melhor amigo do congressista acusado. O pano de fundo da história é justamente pensar até que ponto a amizade pode afetar a dita “imparcialidade” do jornalismo.

Collins confia no amigo, porém, McAffrey se vê num beco sem saída e, entre a matéria pautada e a amizade, ele decide ajudar o congressista a superar a crise de acusações. O jornalista acredita piamente que seu amigo não assassinou Baker, mas, quase no fim da trama, depois de uma série de apurações com sua companheira de profissão, Della Frye (Rachel McAdams), que escreve para o blog de jornalismo político da mesma empresa, vem à tona o envolvimento de Collins na morte, descoberta pelo próprio McAffrey.

Intrigas de Estado é uma reflexão caprichada sobre o poder do jornalista em publicar ou não fatos relevantes para a sociedade. Pressionado por uma editora com posições rígidas, McAffrey faz de tudo para conseguir livrar o amigo, mas também, agora, publicar um furo jornalístico que salve a empresa. O jornalismo pode punir, apedrejar, mas também pode livrar da cadeia a partir da distorção de dados ou da omissão. Essa, sem dúvida, é a essência do longa dirigido por Kevin McDonald ("O Último Rei da Escócia").

Além de abrir discussão sobre o poder de publicar ou não, levar fatos relevantes à tona ou omitir, preservar amizade ou conseguir informações a partir dela, os limites do jornalismo, Intrigas de Estado faz um passeio pela produção do jornal, desde a apuração, investigação e comparação de dados, confronto de fontes, bem como pela redação, envio do texto e a impressão do jornal. É plausível o fim da trama com a rodagem da matéria de capa assinada por Della Frye e Cal McAffrey.

E por fim, fica no ar uma reflexão sobre o argumento da editora Cameron Lynne a respeito da amizade e das fontes. "jornalistas não têm amigos, têm fontes".

Fúlvio Costa, filme assistido no dia 13 de junho de 2009, na sessão das 13h10



SINOPSE

O ambicioso congressista americano Stephen Collins é o futuro de seu partido, até que sua assistente morre tragicamente, e segredos começam a ser elucidados. Cal McAffrey, repórter veterano de Washington D.C., tem uma antiga amizade com Collins, mas, seguindo ordens de sua editora, Cameron Lynne, precisa investigar a história. Na medida em que ele e sua parceira novata Della Frye tentam desvendar a identidade do assassino, se deparam com uma conspiração envolvendo algumas das mais promissoras figuras políticas e corporativas dos Estados Unidos.

Confira a resenha aqui, neste sábado, 13.

FICHA DO FILME

• Título original: State of Play
• Diretor: Kevin Macdonald
• Elenco: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels, Michael Berresse, Harry J. Lennix, Josh Mostel, Michael Weston, Barry Shabaka Henley, Viola Davis, David Harbour, Sarah Lord
• Gênero: Suspense
• Duração: 127 min
• Ano: 2009
• Data da Estréia: 12/06/2009
• Cor: Colorido
• Classificação: Não disponível
• País: EUA

Confira o trailer do filme:


O mesmo diretor de Um Lobo Atrás da Porta, o dinamarquês Henning Carlen, vai dirigir o mais novo longa-metragem baseado em livro. A obra, que venceu o prêmio Nobel de Literatura, “Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel Garcia Márquez, vai começar a ser filmado.

Carlsean, que tem 82 anos escreveu o roteiro do longa com Jean Claude Carriere,roteirista do clássico A Bela da Tarde. O livro de Márquez narra a história de um idoso que transforma seu aniversário de 90 anos numa tremenda virada na vida, a partir da ideia ousada de comemorar a data com uma adolescente virgem.

A produção será de Raquel Guajardo (The Black Pimpernel), Leonardo Villareal (7 dias), Nina Crone (Barry e a Banda das Minhocas) e do próprio Carlsen. As filmagens vão acontecer no México e contarão com o produtor executivo Ricardo del Rio, que já trabalhou em produções como Kill Bill: Volume 2 e no recente A Caçada. Rio vai auxiliar Carlsen na direção.

O Exterminador do Futuro – A Salvação chegou com toda força nas grandes telas. Com apenas quatro dias em cartaz já arrebanhou 400 mil pessoas e assume hoje a liderança Top 10 no Brasil, [os 10 filmes mais assistidos da semana].

Com a liderança de O Exterminador, cai para a segunda colocação Uma Noite no Museu 2, que já soma 1 milhão e 750 mil de público em três semanas de exibição.

Outra novidade é a chegada de A Mulher Invisível, que fez boa estreia. O longa-metragem nacional já foi assistido por 230 mil pessoas no fim de semana e já acumulou mais de 277 mil de público. Outro longa nacional que está sendo bem aceito pelos cinéfilos é o comédia Divã, com mais de 1 milhão e 676 mil espectadores.

Detalhe: Lilia Cabral, que está há oito semanas em cartaz, derrubou a estrela mundial, Julia Roberts, em o Duplicidade, ao de Clive Owen. Só restou amargar o 6º lugar com pouco mais de 34 mil pagantes. Resultado este considerado fraco trabalho de lançamento do filme.

Caramelo também está amargando as últimas posições com apenas 6.500 pagantes. Sua posição é a 10ª colocação.


Os prêmios de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já têm seus vencedores da edição de 2009. Dividido em quatro categorias, Margarida de Prata para o Cinema, instituído em 1967; Microfone de Prata para o Rádio, 1989; Dom Helder Câmara de Imprensa, 2002; e Clara de Assis para a Televisão, em 2005, a premiação é entregue todos os anos com o objetivo de reconhecer a arte e o mérito dos profissionais dos meios de comunicação social, de imprensa, cinema, rádio e televisão que contemplam em suas produções os valores humanos, cristãos e éticos, bem como a linguagem artística e técnica.

Este ano, a entrega acontece em Porto Alegre (RS), no dia 14 de julho, às 20h. A premiação faz parte da programação do Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe 2009, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul (PUC-RS).

OS PREMIADOS
Venceu o Prêmio Margarida de Prata para o Cinema o curta-metragem de ficção, O Sal da Terra, filme que narra a vida de um padre que optou por realizar sua missão pastoral nas estradas do Brasil como caminhoneiro, dramatizada e narrada com eficiência pelo cineasta paranaense Eloi Pires Ferreira. “O filme tem um roteiro muito bem articulado e interpretações convincentes que fogem à caricatura e dão densidade aos dramas narrados”, justificou o integrante da mesa julgadora, o professor da PUC – Rio, Miguel Pereira.

Junto com ele venceram também o longa-metragem de documentário, O Retorno, do diretor Rodolfo Nanni, filme sobre as condições de vida da população no Nordeste do Brasil. “Numa viagem sentimental, quase nostálgica, e, ao mesmo tempo verificadora das condições atuais de vida da população”, diz Miguel Pereira. E, o média-metragem de Eunice Gutman, Nos Caminhos do Lixo. Trata-se de um projeto de geração de renda, elaborado por um grupo de mulheres de uma comunidade de periferia de Nova Iguaçu. Segundo o professor da PUC-RIO, o filme narra, de modo sensível e respeitoso, o processo pelo qual se formou a cooperativa de catadoras de lixo e seu singular sistema de trabalho e renda.




Neste sábado estreou mais um filme nacional: A Mulher Invisível, dirigido e roteirizado por Cláudio Torres e esperado pelos cinéfilos como o filme comédia do ano. Mas o longa-metragem vai além, ou melhor, desvia sua conduta original. A história em torno da vida de Pedro [Selton Melo] não tem a graça que todos esperavam.

A Mulher Invisível faz rir em poucos momentos, isso é certo; mas não tem nada de engraçado na vida do protagonista Pedro. Primeiro ele ama sua esposa, Marina, estrelada por Maria Lúcia Mendonça que, depois de seis anos de casamento, vai embora com um alemão e larga Pedro sem nenhuma explicação convincente para quem está assistindo. Na cena, faltou consistência do roteiro.

A separação afeta o psicológico de Pedro que resolve por três meses curtir a solidão. A tristeza passa a fazer parte de todas as cenas do filme até aparecer Amanda [Luana Piovani] batendo em sua porta. Trata-se de sua vizinha, que muda totalmente sua vida. Pedro volta a trabalhar, a felicidade retorna à sua casa até ele perceber que Amanda é produto de sua imaginação.

O longa-metragem é uma terapia para aqueles que estão na solidão, não encontram alguém e para os que passam a criar a pessoa perfeita na ilusão. Em coletiva de imprensa, o diretor Cláudio Torres deixou claro. “O filme nasceu da vontade de falar de solidão, de amizade e do fato de estarmos sempre buscando alguém e nos esquecendo de olhar para quem está ao lado da gente”.

Amanda é o tipo de mulher que tem como único objetivo satisfazer todos os desejos de Pedro, já que ela é a própria imaginação dele. Pela segunda vez com a vida de cabeça para baixo, Pedro é salvo novamente pelo seu melhor amigo, Carlos [Vladimir Brichta] que exclama em alto e bom tom que Amanda não existe. Pedro a essa altura está mergulhado na mais profunda solidão, tristeza e decepção; até o momento que lhe cai do céu alguém que jamais ele reparou e que está tão perto de sua vida.

O longa merecia uma trilha sonora brasileira, já que se passa no Rio de Janeiro. Com músicas internacionais há uma perda de identidade em relação aos personagens que são tipicamente cariocas e mineiros. O gênero é comédia, mas há muito drama para pouca comédia.

Fúlvio Costa, filme assistido no sábado, na sessão das 12h.

Site oficial: www.amulherinvisivel.com.br

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Quem sou eu

Fúlvio Costa, jornalista profissional, apreciador do cinema e amante dos bons filmes.
Sugestões, critícas, opiniões, envie para o e-mail:
fulviojornalismo@yahoo.com.br

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