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Besouro é voo para o desconhecido. É a coragem de um publicitário brasileiro, o diretor do longa-metragem João Daniel Tikhomiroff, que aposta em um gênero que o cinema nacional não está acostumado a produzir. A ação abre uma discussão no nosso cenário cinematográfico: qual a verdadeira identidade da sétima arte brasileira? Drama? Aventura? Suspense? Ação? Comédia? Nos últimos tempos temos visto a ascensão do Drama e da comédia. Mas ação, luta, kung fu, é algo ainda desconhecido para o cinema daqui.

O cinéfilo brasileiro está acostumado com todos os gêneros citados anteriormente, desde que importados de Hollywood. O filme brasileiro de verdade fala mesmo é de drogas, sexo, das favelas do Rio de Janeiro – de tráfico. Com Besouro, esse cenário muda. E muda com ares de renovação – inovação. O filme de 1h35min é bem feito: aplausos para a bela fotografia, o cenário bem escolhido do recôncavo baiano, os trajes, a seleção de atores.

É plausível também a mistura de religião com a vida da época. A narração em torno dos negros descendentes de africanos que, apesar de terem sido libertados pela abolição da escravatura, continuam escravos em fazendas, manipulados por senhores de engenhos. É nesse espaço que surge a força de vontade dos negros em conquistar a verdadeira liberdade: serem donos de si mesmos. Junto com essa vontade o maior meio que surge para buscar a independência é a capoeira e, atrelado a isso, o candomblé, os orixás, que formam todo o pano de fundo da história de Besouro – nome do protagonista da história interpretado por Aílton Carmo.

Apesar de ter uma proposta inovadora – Besouro consegue cair no lugar comum daqueles filmes ou novelas em que predomina a figura do salvador do povo pobre e oprimido. Besouro luta sozinho contra uma sociedade opressora, que destrói seu povo e somente com a ajuda dos orixás ele consegue vencer – embora o desfecho seja trágico. Os efeitos especiais inspirados em O Tigre e o Dragão [Ang Lee] são as cenas mais bem feitas do longa. O toque oriental é de fato, a novidade que coroa o filme brasileiro.

Confira o trailer:


Independe Day; O dia Depois de Amanhã. E agora: 2012, para não falar de outros clássicos. Três filmes, o mesmo diretor: Roland Remmerich. O novo longa-metragem parece dar continuidade às violentas cenas de fim dos tempos, iniciadas em 1996 [Indepence Day], com um salto em 2004 [O dia Depois de Amanhã] e agora, em 2009, Remmerich faz “talvez” o desfecho da trágica saga que destrói o planeta terra.

É interessante ressaltar, porém, que para cada filme sobre o mesmo tema, o diretor dá uma justificativa diferente. Para o primeiro longa, o planeta é devastado por extraterrestres, que invadem os Estados Unidos e depois vários países do mundo, como uma forma de render os humanos e tomá-los o seu bem mais precioso: o único planeta capaz de ser habitado. Já em O Dia Depois de Amanhã, o planeta perde todas as suas características como a conhecemos por causa da polêmica mudança climática, que modifica a vida da humanidade.

2012 segue a linha das mudanças climáticas e traz para as grandes telas, dois anos antes da catástrofe, cenas fortes sobre o fim da humanidade. A justificativa: os Maias, considerados os povos mais antigos da face da terra, descobriram, por meio de estudos astrológicos, que o planeta teria um fim no dia 27 de dezembro de 2012. É daí que parte toda a ideia do filme, que começa em 2008. Depois dos primeiros 30 minutos, o longa salta para o ano do fim e aí começam as cenas fortes de catástrofes, queda de meteoros, pessoas fugindo e a raça humana sendo extinta.

Alguns poucos países do planeta são lembrados nas cenas mais catastróficas de 2012, entre eles, o Brasil, com uma imagem sem definição visual do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que rende um belo merchandising à Globo News, a emissora geradora das imagens enviadas à CNN Internacional.

O texto do longa também reserva bastante espaço para o humor, detalhe do momento em que a família protagonista do filme está fugindo e uma rosca gigante donuts rola na frente do carro, como também o casal de idosos que foge numa velocidade de 60 Km (aproximadamente) na maior tranquilidade enquanto o planeta está indo pelos ares e em sua frente, uma placa de asfalto se solta, transformar-se em parede e os velhinhos encerram sua participação em 2012.

Outro destaque para a sátira em torno dos de Bill Gates, considerado um dos poucos que tem dinheiro para se salvar comprando uma taxa de embarque na arca gigante que garante a continuidade das espécies humanas e animais. Essas são sem dúvida, as mais importantes mensagens deixadas pelo filme, dono de efeitos especiais muito bem feitos.

Confira o trailer:


A Sony Pictures teria oferecido US$ 50 milhões pelos direitos de distribuição de um filme a ser produzido com as imagens dos ensaios feitos por Michael Jackson para o show This is It.

A oferta teria sido feita depois que vários estúdios, incluindo Paramount, 20th Century Fox e Warner Bros. tiveram a oportunidade de ver as imagens divulgadas pela promotora do concerto, a AEG Live.

As imagens divulgas no início do mês são de um ensaio feito no dia 23 de junho em Los Angeles, dois dias antes da morte de Michael Jackson.

Se for realmente produzido, o filme poderá ajudar a AEG Live a recuperar parte dos cerca de US$ 30 milhões que gastou produzindo o concerto.

A oferta da Sony foi divulgada pelo jornal Los Angeles Times e pelo blogger Nikki Finke, que trata de assuntos ligados à indústria da música.


Ronaldo fenômeno assinou um pré-contrato para participar de um longa-metragem humanitário do Irã. O filme é baseado na história real de uma garota que perde uma das pernas numa explosão causada por uma mina terrestre.

A iraniana tem como maior sonho conhecer o jogador brasileiro. Na realidade o sonho não se realiza, mas Ronaldo aparece apenas em seus sonhos. "A ideia foi do produtor e do cineasta iranianos, que nos convidaram a fazer o approach com o Ronaldo, e conseguimos finalmente chegar a um acordo", disse o presidente Chadan.
Chadan afirma ainda que é “um filme de cunho humanitário que simbolizará o drama dos refugiados palestinos", ele garante também as gravações ocorrerão a partir de setembro no Líbano e durarão apenas quatro dias.

Esta é a segunda vez que Ronaldo fenômeno participa de um filme. Em 2007, quando ainda atuava no Real Madrid da Espanha, ele participou do filme "Gol 2: Vivendo o Sonho", do diretor Jaume Collet-Serra. Trata-se de uma série que conta a história bem sucedida do jogador mexicano, Santiago Munez, que no primeiro filme começa a jogar profissionalmente pelo time inglês Newscastle e depois, já no segundo longa é contratado pelo time dos galáticos e passa a jogar ao lado de Ronaldo, Robinho, Roberto Carlos, Zinedine Zidane e David Beckham.

Detalhe: os dois filmes são muito bons recheados de jogadas originais e estádios cheios. E ainda terá continuação.

Confira trailer de "Gol 2: Vivendo o sonho".


Em entrevistas de divulgação de Pandorum, ficção científica produzida por Paul W.S. Anderson, o cineasta comentou ao site de Cinema Omelete durante a Comic-Con 2009 seu próximo filme, Resident Evil: Afterlife.

Fanático por videogames, Anderson confirmou as informações sobre o uso de 3D, comentou o tom do filme e disse que está novamente jogando Resident Evil 5, "afinal, você sabe, é um game incrível e preciso me preparar para o filme - é o que está tomando o meu tempo agora".

Ainda para o site ele disse: "Quero subir o nível em termos de imagens e horror em Afterlife", e frisou: "Vamos trazer de volta alguns personagens dos primeiros filmes e apresentar alguns novos, saídos dos games. Espero que este seja maior e melhor. E desta vez filmaremos em 3D, usaremos o mesmo sistema de câmeras que James Cameron usou em Avatar. Estou muito, muito empolgado com isso!"

“Resident Evil 4 será gravado em Tóquio, seguirá para o Alasca e Los Angeles, onde boa parte dele se passará”, adiantou o cineasta.

O longa será rodado em oito semanas em Toronto, no Cinespace Film Studios, a partir do dia 28 de setembro. A Screen Gems, da Sony Pictures, lança Resident Evil: Afterlife em 17 de setembro de 2010.


O filme Anticristo, do controverso diretor dinamarquês Lars Von Trier (Dançando no Escuro), já tem divulgada sua data de estreia para as salas brasileiras. Distribuído no Brasil pela Califórnia Filmes, o longa-metragem com Willem Dafoe e Charlote Gainsbourg [vencedora da Palma de Ouro por sua performance] será exibido exclusivamente no circuito alternativo, e terá lançamento simultâneo no Rio de Janeiro e São Paulo em 28 de agosto.

Anticristo não agradou muito quando foi lançado em Cannes, e alguns críticos o classificaram de superficial. Outra polêmica em torno do longa são as cenas de automutilação e sexo explícito.


O filme de Henrique Goldman, Jean Charles, baseado em fatos reais, é uma trama que conta a história do mineiro que leva o nome do longa-metragem, o eletricista Jean [Selton Melo, de A Mulher Invisível], radicado em Londres e mais um dos tantos brasileiros que busca uma vida melhor para si e sua família fora do país.

Os 90 minutos do roteiro giram em torno da vida simples do eletricista que trabalha diariamente com o objetivo ter uma vida descente sem se esquecer as pessoas queridas. Estão com ele: o amigo Alex [Luís Miranda, de Meu Nome não Johnny], suas primas Vivian [Vanessa Giácomo] e Patrícia [Patrícia Armani].

Um fato curioso é que Jean interpreta o povo brasileiro presente em Londres. Ele é alegre, disponível, conhece a todos, está presente nas horas mais difíceis e também na alegria. Os roteiristas Marcelo Starobinas e Henrique Goldman criaram a pessoa perfeita no personagem de Jean. Se ele realmente era assim, só os familiares para nos dizer, mas a simplicidade e carisma do personagem do cinema cativam qualquer pessoa.

O ambiente por que passa o filme é o mais variado possível da capital britânica: edifícios em obras; praças; o famoso Big Ben; boates; ambiente familiar; roda de amigos, enfim, as imagens aéreas dão a dimensão do que é Londres, como também dá ênfase na “brasileirada” que trabalha sem cessar na Inglaterra. Destaque para uma das falas do protagonista sobre a presença dos brasileiros na terra dos patrícios.

“A brasileirada aqui em Londres é que nem Gremlins, você joga água e nasce mais uns 300. Os brasileiros aqui não aproveitam a cidade, o que é Londres, só se vive para trabalhar. Muitos vêm e nem sequer aprendem o inglês porque não sossegam para pensar. O negócio é conseguir dinheiro”.

Jean é o jovem que não quer apenas dinheiro, como sua prima Vivian que a princípio está na cidade apenas para conseguir dinheiro para enviar à sua mãe que ficou doente em Gonzalez, interior de Minas Gerais; mas, o eletricista quer aproveitar cada segundo na terra que ele chama de “maravilhosa”, sonha também pegar a mochila, jogar nas costas e ganhar o mundo, viajar e ser livre.

O filme de Goldman é cheio de belas imagens de Londres. Mostra os brasileiros unidos e com saudades de seu país, denuncia um povo que também sabe se vingar se for preciso e mostra a solidariedade quando se mais precisa. A maior tristeza presente no longa é, sem dúvida, aquilo que não poderia faltar: a morte brutal de Jean Charles de Menezes, assassinado em 2005 no metrô de Londres. O filme é, de certa forma, um clamor por justiça que ainda ausente por falta de respeito entre os países ricos e emergentes, pobres e miseráveis.

A frieza da polícia britânica ao assassinar à queima-roupa Jean, e ao dar a notícia aos seus familiares é a mesma. O olhar semelhante, a falta de remorso com o fato, e o pouco caso em solucionar o erro, demonstram juntos a distância existente entre as nações, causada principalmente, pelo capitalismo que fala mais alto do que a vida.

Confira trailer

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Quem sou eu

Fúlvio Costa, jornalista profissional, apreciador do cinema e amante dos bons filmes.
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